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Iv Corcel



A proporção das ancas ou o tamanho do quadril?

No início desse ano teve um sarau com um monte de poetas jovens de Porto Alegre sobrevivendo no meio das pessoas. Todos bebiam e fumavam.
Quem cai na rede é peixe, porque as pessoas tem que comer, não temos saída.
Mas acima de tudo o que importa é a reprodução. Enquanto a "moda" do controle populacional não pega pra valer, o tamanho do quadril em relação ao corpo é o que continua dando mais status.
Não adianta ser uma grande mulher, ou uma mulher grande, sem ter um quadril protuberante. Ele continua circulando por todos os lugares.
No background da repórter brasileira que transmite a crise em NY passa uma grande bunda rebolante.
Muita gente continua escrevendo, já que não podem fertilizar.
No fundo "todos precisamos dos ovos".



Escrito por Iv. às 10h08
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O dia do Santinho.

Os meus amigos que se maquiaram para o programa de entrevista tinham que ficar com a cara enterrada em gelo para não borrar a maquiagem. Eu visitava locações mais charmosas do que as que sempre imaginei que a França teria. Fazíamos os cenários mais legais, mais aconchegantes.
Os objetos eram sempre buscados nas casas, independente do quanto o set fosse longe.
O âncora vestia roupa xadrez e listrado. E dava batimento. Muito!
A conexão Porto Alegre – São Paulo era a mais barata e tinha vozes que diziam que era um ponto neutro dentro do Brasil.
Não tinha luta política. O comunismo não existia.
Aliás, o horário político parecia muito mais com um canal de vendas de produtos, como o Polishop. Eu não vestia as pessoas. Eu era brega e tinha as unhas bem feitas.
Fui contratada só para apertar teclas. Pra mostrar como as pessoas deveriam fazer para colocar a senha do cartão de crédito.
Eu era a melhor, ainda que eu mesma duvidasse da incapacidade humana de apertar uns botões. Eu tinha um long e ia surfar e ninguém naquele mundo ria disso.
No sonho as pessoas voltam, dizem o que querem ou devem dizer. Vão embora e voltam de novo. É uma delicia. Até o papa vira irmão.
E quem dirigiu o sonho foi o Terry Gilliam. Ele me piscou no final.



Escrito por Iv. às 08h35
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Atender sua amante terrestre ou negligenciar seu amor celeste?

“A idéia da Grande Marcha, com a qual Franz gosta de se embriagar , é o kitsch político que une as pessoas de esquerda de todos os tempos e de todas as tendências. A Grande Marcha é essa magnífica caminhada para a frente, a caminhada em direção à fraternidade, à igualdade, à justiça, à felicidade, e mais longe ainda, a despeito de todos os obstáculos, pois os obstáculos são necessários para que a marcha possa ser a Grande Marcha.
A ditadura do proletariado ou a democracia? A recusa da sociedade de consumo ou o aumento da produção? A guilhotina ou a abolição da pena de morte? Isso não tem a menor importância. O que faz um homem de esquerda ser um homem de esquerda não é esta ou aquela teoria, mas sua capacidade de levar qualquer que seja a teoria a se tornar parte integrante do kitsch chamado Grande Marcha.”

“Quando o coração fala, não é conveniente que a razão faça objeções. No reino do kitsch se pratica a ditadura do coração.” (Tudo, tudo, tudo do MILAN KUNDERA)


ESTIVE DEPENDURADA AQUI

"Como vai o Budismo?
Tenho me divertido muito aqui. Vocês deviam vir passar uns dias aqui antes que eu volte. Dona Maria tem seguido suas recomendações à risca: banho de mar só até os joelhos, cuidado com as câimbras, etc... Vê se me compra uma calça daquelas da Sears." (MIRNA)



Escrito por Iv. às 01h24
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