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Iv Corcel



O capitalismo avança

18/09/2008

Sérgio Malbergier

 

A crise financeira atual é bem diferente das outras. Ela é muito mais global e muito mais rápida. Mas, ao contrário do canto das cassandras que até hoje choram o fim da história e a consolidação da economia de mercado como a mais capaz de organizar a produção de forma eficiente e progressista, ele não enfraquece o capitalismo. Pelo contrário, o fortalece.

A prova maior dessa força é que são os Estados Unidos do liberal George W. Bush e de seu secretário do Tesouro, Henry Paulson, ex-executivo do Goldman Sachs, que conduzem intervenções estatizantes em ícones de Wall Street. A mensagem não é "a intervenção estatal é a solução", mas 'somos pragmáticos, não somos sectários, vamos intervir quando necessário".

O que vivemos hoje é mais um capítulo das crises cíclicas do sistema capitalista, esta parida num caldo explosivo de crédito farto e barato, avanços extremos na engenharia financeira e na desregulamentação dos mercados e grandes reservas de capital de países asiáticos e petroleiros em busca de papéis para investir.

Depois que o elo mais fraco dessa corrente financeira global (os empréstimos imobiliários de baixa qualidade nos EUA, chamados "subprime") partiu, o sistema entrou em colapso.

Já há consenso de que a grande desregulamentação dos mercados nos EUA permitiu excessos talvez até criminosos dos magos de Wall Street. Os "mestres do universo", tão bem retratados e ironizados por Tom Wolfe no impagável "Fogueira das Vaidades", estão agora pagando o preço, perdendo seus cargos, seus bônus multimilionários, sua aura vitoriosa. E seus bancos.

Mas não há alternativa à economia liberal, por pior que ela possa parecer, como profetizou Francis Fukuyama nos anos 1990. E os exemplos estão por toda a parte. A China, por exemplo, avança tanto porque deixa o centralismo econômico e abraça o capitalismo, assim como a Índia, o Brasil, a Irlanda, a África.

O capitalismo agora se depura, se aperfeiçoa. A regulação sobre os mercados aumentará, até que novos avanços na engenharia financeira consigam driblá-la em busca do ganho maior, gerando sua próxima crise. Assim caminha a humanidade.

Como disseram Marx e Engels no "Manifesto Comunista" de 1848, em menos de um século, o sistema capitalista gerou forças mais colossais do que todas as gerações precedentes combinadas.

Ou, parafraseando Churchill, o capitalismo é o pior sistema econômico já inventado, com a exceção de todos os outros que foram tentados até aqui.

As alternativas são a Coréia do Norte, Myanmar, Cuba, a Rússia neoczarista, a Venezuela chavista, a Bolívia moralista... Prefiro Nova York.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u446280.shtml



Escrito por Iv. às 18h00
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Biografia.

Quando nasceu seus cabelos eram longos, diferente de todas as crianças que saem carecas da maternidade. Nasceu ruiva, cor de fogo.
Com um ano sentou no suporte para bebês serem carregados para seus pais com um olhar diferente das outras crianças, ela não era curiosa.
Com dois anos o seu olhar era sexy.
Com três anos deu o seu primeiro beijo de língua.
Com cinco anos perdeu a virgindade e engravidou. Por opção, claro.
Com cinco anos ainda abortou, e decidiu viver a vida com liberdade.
Quando tinha oito anos comprou uma casa na 24 de Outubro e abriu um prostíbulo para a burguesia de Porto Alegre.
Com nove anos faliu e ficou viciada em craque, provocando (desta vez espontaneamente) mais um aborto.
Quando tinha dez conseguiu sair da FEBEM e ir para a cadeia comum.
Saiu aos doze anos e escreveu sua biografia.
Comprou um domínio na internet e começou a agenciar garotas de mais de dezoito anos que queriam se prostituir fora do Brasil.
Aos quatorze suicidou-se para imortalizar-se como a única criança sexy desde os dois anos de idade.



Escrito por Iv. às 17h59
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