Mira tú si yo soy pobre que no tengo pa' tabaco, por no tener no tengo ni casa, ni trabajo; mi nombre no aparece en la lista del paro pero al caer la noche yo voy calle abajo cantando... In the night, in the night, in the night... en la noche in the night, in the night, in the night... en la noche, in the night... Everybody take my way, I can't never say forget, you don't love me everytime, you make me feel, you make me cry. Oh, my darling take my tears, oh, my darling set me free. You don't love me... I don't know... sweet darling. Tous les jour je faus la méme chose, boire le Pastaga et faire des chansons. Anne Marie m'a dit viens ici. Tout le monde chez Braïm; Je ne se pas qu'on va faire. Va te faire enculer... Je suis empegue, je suis frappe. On va mettre lóuail.
"A primeira vez que posei nua, na Belas Artes da Bahia, suava muito, não estava acostumada com aquelas pessoas me olhando daquele jeito. Lembro das moscas voando em mim e eu, sem poder mexer, ficava falando 'sai mosca, sai mosca'. Conforme a idade vai chegando, a gente deforma um pouco. Já engordei, emagreci e voltei a engordar. Isso nunca foi um problema para mim. O pessoal que me desenha diz: 'Vera, você tem que ficar mais gordinha. Quando você está gordinha, tem bastante coisa para a gente pintar'. Um dia tentei a carreira de operária. Não deu certo. Estou acostumada a ficar entre artistas. Eles não têm a cabeça poluída do pessoal da fábrica. E eu não agüentava receber ordens. Brigava com meus chefes. Até que pedi demissão e voltei a posar nua."
-------------------------------------------------------------------------------- Vera França, 67, é modelo-vivo há 47 anos. Já posou para "gente importante", como o artista Flávio de Carvalho [1899-1973], e também em várias faculdades paulistanas, como a USP, a FAAP e o Mackenzie
Aquele gosto amargo do teu corpo Ficou na minha boca por mais tempo De
amargo então salgado ficou doce, Assim que o teu cheiro forte e lento Fez
casa nos meus braços e ainda leve Forte, cego e tenso fez saber Que ainda
era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero E desafio o instinto
dissonante. A insegurança não me ataca quando erro E o teu momento passa a
ser o meu instante. E o teu medo de ter medo de ter medo Não faz da minha
força confusão Teu corpo é meu espelho e em ti navego E eu sei que a tua
correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco A motor e insistir em usar os
remos, É o mal que a água faz quando se afoga E o salva-vidas não está lá
porque Não vemos
No início desse ano teve um sarau com um monte de poetas jovens de Porto Alegre sobrevivendo no meio das pessoas. Todos bebiam e fumavam. Quem cai na rede é peixe, porque as pessoas tem que comer, não temos saída. Mas acima de tudo o que importa é a reprodução. Enquanto a "moda" do controle populacional não pega pra valer, o tamanho do quadril em relação ao corpo é o que continua dando mais status. Não adianta ser uma grande mulher, ou uma mulher grande, sem ter um quadril protuberante. Ele continua circulando por todos os lugares. No background da repórter brasileira que transmite a crise em NY passa uma grande bunda rebolante. Muita gente continua escrevendo, já que não podem fertilizar. No fundo "todos precisamos dos ovos".
Os meus amigos que se maquiaram para o programa de entrevista tinham que ficar com a cara enterrada em gelo para não borrar a maquiagem. Eu visitava locações mais charmosas do que as que sempre imaginei que a França teria. Fazíamos os cenários mais legais, mais aconchegantes. Os objetos eram sempre buscados nas casas, independente do quanto o set fosse longe. O âncora vestia roupa xadrez e listrado. E dava batimento. Muito! A conexão Porto Alegre – São Paulo era a mais barata e tinha vozes que diziam que era um ponto neutro dentro do Brasil. Não tinha luta política. O comunismo não existia. Aliás, o horário político parecia muito mais com um canal de vendas de produtos, como o Polishop. Eu não vestia as pessoas. Eu era brega e tinha as unhas bem feitas. Fui contratada só para apertar teclas. Pra mostrar como as pessoas deveriam fazer para colocar a senha do cartão de crédito. Eu era a melhor, ainda que eu mesma duvidasse da incapacidade humana de apertar uns botões. Eu tinha um long e ia surfar e ninguém naquele mundo ria disso. No sonho as pessoas voltam, dizem o que querem ou devem dizer. Vão embora e voltam de novo. É uma delicia. Até o papa vira irmão. E quem dirigiu o sonho foi o Terry Gilliam. Ele me piscou no final.
Atender sua amante terrestre ou negligenciar seu amor celeste?
“A idéia da Grande Marcha, com a qual Franz gosta de se embriagar , é o kitsch político que une as pessoas de esquerda de todos os tempos e de todas as tendências. A Grande Marcha é essa magnífica caminhada para a frente, a caminhada em direção à fraternidade, à igualdade, à justiça, à felicidade, e mais longe ainda, a despeito de todos os obstáculos, pois os obstáculos são necessários para que a marcha possa ser a Grande Marcha. A ditadura do proletariado ou a democracia? A recusa da sociedade de consumo ou o aumento da produção? A guilhotina ou a abolição da pena de morte? Isso não tem a menor importância. O que faz um homem de esquerda ser um homem de esquerda não é esta ou aquela teoria, mas sua capacidade de levar qualquer que seja a teoria a se tornar parte integrante do kitsch chamado Grande Marcha.”
“Quando o coração fala, não é conveniente que a razão faça objeções. No reino do kitsch se pratica a ditadura do coração.” (Tudo, tudo, tudo do MILAN KUNDERA)
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"Como vai o Budismo? Tenho me divertido muito aqui. Vocês deviam vir passar uns dias aqui antes que eu volte. Dona Maria tem seguido suas recomendações à risca: banho de mar só até os joelhos, cuidado com as câimbras, etc... Vê se me compra uma calça daquelas da Sears." (MIRNA)
A crise financeira atual é bem diferente das outras. Ela é muito mais global e muito mais rápida. Mas, ao contrário do canto das cassandras que até hoje choram o fim da história e a consolidação da economia de mercado como a mais capaz de organizar a produção de forma eficiente e progressista, ele não enfraquece o capitalismo. Pelo contrário, o fortalece.
A prova maior dessa força é que são os Estados Unidos do liberal George W. Bush e de seu secretário do Tesouro, Henry Paulson, ex-executivo do Goldman Sachs, que conduzem intervenções estatizantes em ícones de Wall Street. A mensagem não é "a intervenção estatal é a solução", mas 'somos pragmáticos, não somos sectários, vamos intervir quando necessário".
O que vivemos hoje é mais um capítulo das crises cíclicas do sistema capitalista, esta parida num caldo explosivo de crédito farto e barato, avanços extremos na engenharia financeira e na desregulamentação dos mercados e grandes reservas de capital de países asiáticos e petroleiros em busca de papéis para investir.
Depois que o elo mais fraco dessa corrente financeira global (os empréstimos imobiliários de baixa qualidade nos EUA, chamados "subprime") partiu, o sistema entrou em colapso.
Já há consenso de que a grande desregulamentação dos mercados nos EUA permitiu excessos talvez até criminosos dos magos de Wall Street. Os "mestres do universo", tão bem retratados e ironizados por Tom Wolfe no impagável "Fogueira das Vaidades", estão agora pagando o preço, perdendo seus cargos, seus bônus multimilionários, sua aura vitoriosa. E seus bancos.
Mas não há alternativa à economia liberal, por pior que ela possa parecer, como profetizou Francis Fukuyama nos anos 1990. E os exemplos estão por toda a parte. A China, por exemplo, avança tanto porque deixa o centralismo econômico e abraça o capitalismo, assim como a Índia, o Brasil, a Irlanda, a África.
O capitalismo agora se depura, se aperfeiçoa. A regulação sobre os mercados aumentará, até que novos avanços na engenharia financeira consigam driblá-la em busca do ganho maior, gerando sua próxima crise. Assim caminha a humanidade.
Como disseram Marx e Engels no "Manifesto Comunista" de 1848, em menos de um século, o sistema capitalista gerou forças mais colossais do que todas as gerações precedentes combinadas.
Ou, parafraseando Churchill, o capitalismo é o pior sistema econômico já inventado, com a exceção de todos os outros que foram tentados até aqui.
As alternativas são a Coréia do Norte, Myanmar, Cuba, a Rússia neoczarista, a Venezuela chavista, a Bolívia moralista... Prefiro Nova York.
Quando nasceu seus cabelos eram longos, diferente de todas as crianças que saem carecas da maternidade. Nasceu ruiva, cor de fogo. Com um ano sentou no suporte para bebês serem carregados para seus pais com um olhar diferente das outras crianças, ela não era curiosa. Com dois anos o seu olhar era sexy. Com três anos deu o seu primeiro beijo de língua. Com cinco anos perdeu a virgindade e engravidou. Por opção, claro. Com cinco anos ainda abortou, e decidiu viver a vida com liberdade. Quando tinha oito anos comprou uma casa na 24 de Outubro e abriu um prostíbulo para a burguesia de Porto Alegre. Com nove anos faliu e ficou viciada em craque, provocando (desta vez espontaneamente) mais um aborto. Quando tinha dez conseguiu sair da FEBEM e ir para a cadeia comum. Saiu aos doze anos e escreveu sua biografia. Comprou um domínio na internet e começou a agenciar garotas de mais de dezoito anos que queriam se prostituir fora do Brasil. Aos quatorze suicidou-se para imortalizar-se como a única criança sexy desde os dois anos de idade.
Ana Luiza tem 52 anos. Nunca quis ser atriz. Nunca quis ser cantora. Ana sempre gostou de decoração, mas quando era estudante não pensava nisso como uma profissão. Foi datilógrafa e depois foi secretária de um médico da cidade onde morava. Mudou para Porto Alegre, para ser secretária de outro médico. Nessa época ela falava inglês fluente, o que (diz ela) ajudou muito a configurar o seu futuro. Na nova cidade e no novo emprego conheceu um homem e se apaixonou. Terminou o namoro antigo que tinha desde a época do colégio com um rapaz que continuava resistindo em vir para Porto Alegre. Ficou com esse homem e se apaixonou cada vez mais. Engravidou e decidiu ter o filho Otávio que hoje tem 31 anos. Otávio é filho de Ana Lú com Mesquita. Na época, Mesquita era casado. Não tinha filhos e tinha alguns anos a mais do que Ana. Mesquita separou de sua esposa Adriana e ficou com Ana, evitando que ela se tornasse a ovelha negra da família. Ana e Mesquita encontraram um apartamento perfeito para morar no Bom Fim. O apartamento era grande o suficiente e todo acarpetado. Dava para eles dois morarem, para receber o pequeno Otávio e para acomodar Júlia (a mãe de Mesquita). Caso tivessem mais filhos o casal colocaria os irmãos dormindo juntos para preservar o quarto da avó. Ana Luiza sempre gostou de decorar e agora poderia colocar em prática tudo o que havia olhado em revistas e nas lojas de decoração. Mas a sogra não combinava com a decoração que havia planejado. Ana tinha duas saídas: ver Júlia como uma peça fora do tabuleiro, ou tornar a casa um espaço onde a sogra coubesse esteticamente. Em 31 anos morando juntas Ana desenvolveu uma série de técnicas de adaptação estética e hoje ela tem a casa que merece com a sogra que combina. Como correu no passado o risco de ser a ovelha negra da família Ana sabe muito bem como contornar qualquer situação social. Ela sabe como engolir sapos, como pisar em ovos e como falar devagar enquanto tem vontade de arrancar cerca de metade dos cabelos da cabeça. Ana não mudou radicalmente Júlia. E nem Júlia mudou Ana. Elas, organicamente, se mimetizaram. Hoje Ana puxou uma conta da bolsa, mostrou para Júlia e percebeu mais uma vez que a sua vida era perfeita. A conta que discutiam era em um papel amarelo. Júlia estava com um blusão marrom com bege e bordô que combinava com o seu cabelo branquinho. A blusa de Ana era vermelho carne, combinando com a estampa do sofá. E as duas estavam cobertas com uma manta verde musgo, afinal, as calças não tinham nada a ver com o resto do cenário.